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VOZES QUE CLAMAM

(Texto: João 1.1-14)

Introdução: O início do Evangelho de João revela a encarnação do Verbo, Jesus, no tempo da plenitude. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade…” (vs. 14a). Revela também que “Houve um homem enviado por Deus, e o nome dele era João” (vs. 6). Era João Batista, precursor de Jesus, cujo nome significa ‘Deus é cheio de graça’. Ele não era o Cristo, mas, preparou o Seu caminho, como a “voz do que clama no deserto” (vs. 23).

O caminho para o apelo de João 1.12, “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus…” foi preparado pela “voz do que clama no deserto” que, em outras palavras, era como se clamasse: ‘lá vem a graça, lá vem o Cristo’. E os que receberam esta mensagem, receberam a paternidade de Deus, por meio de Cristo.

Se nós já nascemos de novo, somos filho de Deus. Agora, a pergunta é: eu estou vivendo como filho? O clamor no nosso deserto espiritual, revelando Cristo, agora, deve definir qual o tipo de voz que devemos ouvir, para não sermos enganados quanto à nossa identidade e natureza. Você tem ouvido vozes? Quais vozes você tem dado ouvido?

  1. VOZ DE FORA – É tudo aquilo que vem do nosso derredor; que é dito pelas pessoas. Jesus foi bombardeado por esta voz. Alguns diziam: “Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores” (Mt 11.19). Uns diziam que Ele era bom, outros diziam ser Ele um enganador do povo (Jo 7.12). Até Seus parentes disseram que Ele estava fora de si (Mc 3.21). Em Jerusalém, Jesus ouviu da multidão tanto “Bendito o que vem em nome do Senhor” (Jo 12.13), como: “Fora! Fora! Crucifica-o!” (Jo19.15). As pessoas julgam. O problema se dá quando ouvimos e aceitamos as palavras que distorcem quem, realmente, somos. Lembre-se: O próprio diabo, que tentou Jesus no deserto, dizendo: “Se és Filho de Deus”, é, também, o mesmo que nos tenta, pondo em dúvida a nossa filiação celestial. Não dê ouvido a esta voz!

Aprendendo uns com os outros: Já lhe disseram: ‘Você está indo longe demais’; ‘Isso não vai dar certo’; ‘Onde está o seu Deus, agora?’; ‘A quem você está querendo enganar?’. Se já ouviu, qual foi sua atitude?  

  • VOZ DE DENTRO – Essa vem do nosso interior, do coração, daquilo que a própria alma imagina. Jesus, no Getsêmani, num dos Seus momentos mais tensos, angustiou-se e sua alma ficou em profunda tristeza (Mt 26.37-39). Jesus encarnado, era homem com alma, que diante da iminência do sofrimento e da morte, clamou: “passe de mim este cálice!”. Como se a voz interior de Sua alma angustiada dissesse: ‘Eu estou sofrendo muito… Está muito difícil passar por isso’. Mas, Jesus fez calar a voz do ‘eu’, dizendo: “não seja como eu quero, e sim com tu queres” (vs. 39b). A voz de dentro é tão forte que Salomão disse: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é…” (Pv 23.7a). Martyn Lloyd-Jones, pregador do séc. XX, disse: ‘Muito da infelicidade da vida deve-se ao fato de que se ouve mais a si mesmo do que se fala consigo mesmo’. Às vezes, ouvimos esta voz dizendo: ‘Eu não sou capaz’; ‘Eu sou fraco’; e nada falamos. Declare: “… diga o fraco: eu sou forte” (Joel 3.10b).

Falando para crescermos em fé: Você já teve alguma experiência parecida como a de Davi, descrita no Salmo 42.5, de falar com sua alma a ponto de fazê-la calar? Comente.

  • VOZ DO ALTO – Esta é a voz de Deus, daquele que o criou e o regenerou. Daquele que o conhece mais do que você a si mesmo; não vem do que os homens ou o diabo dizem a seu respeito (reputação), mas daquilo que Deus pensa a seu respeito (caráter): “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mail, para vos dar o fim que esperais” (Jr 29.11). Jesus não se impressionou com as vozes da multidão que o lisonjeavam, quando de Sua entrada triunfal em Jerusalém (Mt 21.1-11), nem se abateu com as vozes da multidão que o condenava à cruz, quando de Sua sentença perante Pilatos (Mc 15.1-15). Ele dava ouvidos à voz do Pai que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17); “Este é o meu Filho, o meu eleito…” (Lc 9.35a). Concentre-se na voz do alto!

Aprendendo uns com os outros: O que é necessário para ouvir a voz do alto, de Deus? Como esta prática pode ajudá-lo a reforçar a sua identidade e natureza de filho do Pai celestial?

Conclusão: Lembre-se, de que somos filhos amados de Deus; quando Ele olha para nós, Ele vê o sangue de Jesus… aleluia! Por isso, a Palavra diz: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus…” (I Pe 2.9a). Somos a “menina dos Seus olhos”; somos as “primícias de Sua criação”. Declare: “Nós ouvimos a voz do alto e, por isso, somos, temos e podemos o que o Senhor diz a nosso respeito!”.

Pr. Ricardo Arturo Tatis Batista – Pastor da Igreja Batista do Amor

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