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“SANTA MUNDANIDADE”

Versículo chave: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.1 e 14).

Contexto: O termo ‘santa mundanidade’ foi mencionado no livro ‘A Igreja Autêntica’ do pastor e teólogo John Stott. Estas palavras estão associadas a natureza e a vocação da igreja. Porém, antes de tudo, tem a ver com a natureza do nosso próprio Deus e Pai.   

Quem conhece a Deus?  Quem é esse Deus que dizemos conhecer? Ele é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó; o único Deus verdadeiro, cujo Filho foi enviado à terra para nos salvar. Em meio a tantos deuses cultuados na terra em que Abrão vivia, esse homem creu no Deus Altíssimo, o El Elyon, que o escolheu, graciosamente, para Si e para o mundo.

Comente: Como o Deus Altíssimo se tornou também o seu Deus ‘Pertíssimo’? Declare: O Deus de Abraão, de Isaque, de Jacó e do (a) (seu nome).

Quando Abrão se encontra com Melquisedeque, que é um tipo de Cristo, recebe a bênção do El Elyon, o Deus transcendente, que está acima dos deuses desta terra (Gn 14.18 e 19). Maria também recebeu a notícia do anjo Gabriel de que iria engravidar e dar à luz àquele que se chamaria Filho do Altíssimo. Os que creem recebem o poder se serem feitos filhos do Altíssimo.

O pecado separou o homem do seu Criador, de modo que sua condição terrena e caída jamais lhe permitiria acessar o Deus celestial, transcendente e santo. Assim como o homem caiu e não podia mais se levantar e subir, Deus desceu e o levantou! O Deus Altíssimo se fez também ‘Pertíssimo’, quando o Verbo se encarnou e foi chamado de Emanuel, Deus conosco.

Comente: ‘O maior acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na lua, foi Deus descer e pisar na terra’ (Billy Graham, pastor batista norte-americano).

Este é o Evangelho encarnado. Pois, Deus não deixou de ser Altíssimo, antes, em Cristo, conciliou sua condição transcendente (elevadíssima) com a imanente (inseparável). Diante disso, como igreja, temos uma responsabilidade tanto de adorar a um Deus Santo, sendo Seu povo santo e distinto (I Pe 1.13-16), como de servir ao mundo profundamente envolvidos em sua vida e sofrimento (I Pe 2.9). Santa mundanidade!

Conclusão: Quanto mais devoção, mais missão! Quanto mais verticalidade, mais horizontalidade! Por isso Jesus orou ao Pai dizendo: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17.18). O problema nunca foi estar no mundo, mas, sim, o estar em nós! Jesus entrou no nosso mundo, para que, agora, entrássemos no mundo do outro, afinal somos sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13 e 14).   

Pr. Ricardo Arturo Tatis BatistaIgreja Batista do Amor

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