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UNÇÃO E ALIANÇA

“O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados […]” (Isaías 61.1a).

Contextualização: Esta é uma profecia de Isaías sobre as boas-novas da salvação e o ministério de Jesus, dada há mais de 700 anos antes do nascimento do Messias. Cristo foi ungido para pregar, curar, libertar e consolar. Mas, para que se cumprisse totalmente este ministério, Ele precisou entregar sua própria vida.

  • “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (Jo 12.27).
  • “[…] se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” (Jo 12.27).

A unção é dada para um propósito: Como Deus ungiu a Jesus para fazer o bem (At 10.38), agora, Cristo nos empodera para vivermos por Ele e por Sua obra, por meio de uma aliança.

  • “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele” (Jo 6.56). “[…] Este cálice é a NOVA aliança no meu sangue (I Co 11.25).
  • “Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo?” (I Co 10.16).

Somos como carvalhos de justiça plantados pelo Senhor para a Sua glória: o sacrifício de Jesus nos religou com o Pai celestial, mas, também, nos ligou uns com os outros. Fomos plantados em uma família espiritual e através da aliança no sangue de Jesus, nos aliançamos com os nossos irmãos.

  • “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça […]” (Sl 133.1-2a).
  • NOVO mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (Jo 13.34)

Nossa aliança com o irmão não se baseia em uma morte vicária, substitutiva, pois nenhum de nós estaria habilitado para morrer em resgate de outro, mas, somente aquele que não conheceu pecado fez pecado por nós. Nossa aliança horizontal é de amar incondicionalmente, dando a nossa vida pelo irmão, ou seja, o nosso tempo, os nossos talentos, o nosso ombro, a nossa honra (preferência), a nossa oração, o nosso amor.

  • “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (I Jo 3.16).

Uma das mais lindas alianças: Davi e Jônatas (I Sm 18.1-5). “Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma” (vs.1). “Se ligou”. O verbo hebraico (niqsherah), melhor seria “aglutinar-se”. Quando Jônatas entregou suas vestes oficiais e sua armadura a Davi, fazendo dele um amigo e um igual, estava reconhecendo que, um dia, Davi tomaria seu lugar. Os dois amigos fizeram uma aliança, de acordo com a qual, quando Davi se tornasse rei, Jônatas seria o segundo no poder, e Davi se comprometeu a proteger da morte a família de Jônatas.

– Jônatas e Davi estabeleceram uma aliança em que houve a troca de capas e de armas. A capa é indicativa das posses e dos direitos.

– Deixar as armas e o cinturão de armas aos pés de outra pessoa é um sinal bem claro de rendição e de abandono das hostilidades. Armas não são feitas para usar contra o seu parceiro de aliança, mas contra o inimigo.

Conclusão: Para continuarmos a crescer e multiplicar devemos assumir uma aliança de amor.

Pr. Ricardo Arturo T. Batista – Igreja Batista do Amor

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