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NOVO E VIVO CAMINHO

“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19-20).

Introdução: Que privilégio! Hoje, podemos entrar no Santo dos Santos com ousadia e intrepidez, não mais com medo e timidez. O Santo dos Santos era um ambiente do Tabernáculo, era um santuário, uma tenda móvel utilizada para adoração dos israelitas, durante sua peregrinação. No Santo dos Santos estava a arca da aliança e em cima desta o propiciatório de ouro, com um querubim em cada extremidade. Na Antiga Aliança, esse era o trono de Deus no tabernáculo. Só o sumo sacerdote podia entrar ali, uma vez por ano. Hoje, nós podemos entrar no Santo dos Santos, na presença de Deus e ali permanecemos:

“Pelo sangue de Jesus”: No Dia da Expiação, o sangue de um sacrifício era aspergido sobre o propiciatório (tampa de ouro da arca), para se cobrir as tábuas da Lei que ficavam dentro da arca. Deus não olhava para a Lei quebrada e, sim, para o sangue. Mas, como é impossível que o sangue de animais remova pecados, anualmente, isto se repetia(Hb 10.3,4). “Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Hb 9.11,12).

“Pelo novo e vivo caminho”: Novo caminho, por não mais ser trilhado na Velha Aliança, que se tornou antiquada e envelhecida (Hb 8.13). Não mais por um caminho de ordenanças que nos era prejudicial. Não mais por um antigo caminho feito por Moisés, no Monte Sinai, que gerou escravidão. Mas, por um novo caminho feito por Cristo, no Monte Calvário, que gerou liberdade. Vivo caminho, porque não mais se trilha por um caminho de morte pavimentado pelo sangue de animais mortos, porém, de vida, pelo Cordeiro que ressuscitou. Porque a morte não mais pode impedir o sacerdote de interceder, pois, agora, Ele vive eternamente. Porque não mais se caminha pelo ministério da morte gravado com letras, em pedras, contudo, por meio do ministério do Espírito e vida gravado no coração.           

“Pela sua carne”: Quando sua carne foi ferida na cruz e sua vida foi sacrificada, Deus rasgou o véu do templo, simbolizando o caminho novo e vivo aberto para todos que crerem. “E Jesus, clamando outras vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas” (Mt 27.50,51). O véu aqui refere-se à morte e vida de Cristo, que representam a única possibilidade de acesso ao Pai. “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele” (Jo 6.56).

Conclusão/Reflexão: Os hebreus ficaram 400 anos cativos no Egito, até que Deus lhes deu grande libertação na noite em que o cordeiro foi sacrificado e o sangue foi posto nas portas de suas casas. Era a Páscoa, a passagem de um caminho de escravidão (Egito), para um novo caminho de libertação (Canaã). Hoje, através do sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus, fomos libertos e temos acesso ao Santo dos Santos. Compartilhe sobre a sua “passagem”.    

Pr. Ricardo Arturo T. Batista – Igreja Batista do Amor

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