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DESAFIO DA GRAÇA – Parte II – Desafio do Amor

Texto base: João 3.16-21

Versículos chave: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (vs. 16 e 17).

Contexto: Jesus explica sua missão salvadora, baseada no amor. A conversa era com Nicodemos, homem religioso, um dos principais dos judeus. Este fora se encontrar com Jesus na calada da noite, provavelmente, por causa de sua reputação. O centro da conversa foi o novo nascimento, e não há como se falar do nascer de novo, sem que se fale da graça do Pai revelada em Seu amor. Para andar debaixo da graça, primeiramente, precisamos receber o amor de Deus, crendo que somos amados.

A Lei mede o quanto amamos a Deus. A graça revela o quanto Deus nos ama. Na mente de um fariseu como Nicodemos, descendente de Abraão na carne, o fato de ser zeloso com os mandamentos e ser irrepreensível quanto à justiça da lei, já lhe conferia o status de súdito do Reino. Para um religioso como Nicodemos há “mérito” pelo seu suposto “amor” por Deus, alcançado por sua obediência aos mandamentos e a realização de obras. Por isso, cogita da carne e não do Espírito, dizendo: “Como pode um homem nascer, sendo velho? (vs. 4). Em outras palavras está dizendo: “Sou judeu, descendente de Israel, homem bom e religioso, amo a Deus… isto não é nescessário”. Mas, a questão não é o quanto temos para dar, mas o quanto estamos dispostos a receber; não o quanto O amamos, mas o quanto Ele nos ama; ninguém pode dar o que não tem! Leia I João 4.10.

Importa-vos nascer de novo. Pela graça, fomos salvos, nascemos de novo. Isso aconteceu quando, pela fé, recebemos o amor do Pai. No primeiro nascimento, na carne, herdamos o pecado de Adão e estávamos destituído da graça; éramos, por natureza, filhos da ira, da desobediência e inimigos de Deus. No segundo nascimento, no espírito, herdamos a justiça de Cristo e nos tornamos filhos do Pai celestial, amigos de Deus. Além disso, no novo nascimento, algo extraordinário aconteceu: vimos o quanto Ele nos amou, sem que tivéssemos qualquer mérito. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos” (Ef 2.4). E, isso tudo Ele fez, para mostrar a suprema riqueza da sua graça. Infelizmente, há filhos que não se sentem amados e alternam entre lei e graça.

Assim é todo o que é nascido do Espírito. “Tal como o vento atua imprevisível e invisivelmente, mas é percebido em seus efeitos, do mesmo modo o Espírito opera na vida dos filhos de Deus e a controla” (Russell Shedd, pastor e teólogo). O nascido de novo é como o vento, pneuma, guiado pelo Espírito, filho de Deus, amado pelo Pai. E toda esta graça, advinda do amor desafia o cristão a viver aonde Deus o tem colocado e a receber aquilo que o Pai lhe tem dado. Lembre-se: Ele já provou o Seu amor por você! (Rm 5.8). Basta viver o amor que o coloca juntamente com ele, pela ressurreição, assentado nos lugares celestiais (Ef 2.6); o amor que lhe deu, com ele, todas as coisas de graça (Rm 8.32).

Conclusão: Com certeza, o encontro com Jesus transformou a vida de Nicodemos e há evidências bíblicas para crermos nisso (Jo 7.50 e 51; 19.38 e 39). Conosco não foi diferente, pois, Ele também nos livrou de nós mesmos, do nosso orgulho, de nossa religiosidade. Ele nos salvou das nossas obras mortas, que julgávamos ser suficientes o bastante para sermos “bons”. Na verdade, estávamos perdidos. Ele não nos julgou, pelo contrário, por amor, derramou graça sobre nós, através da entrega de Seu próprio Filho. Hoje, só podemos amar, porque Ele nos amou primeiro (I Jo 4.19). O desafio de estarmos debaixo da graça é o desafio de estarmos debaixo do amor do Pai como filhos amados.

Pr. Ricardo Arturo T. Batista – Igreja Batista do Amor

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