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DESAFIO DA GRAÇA – Parte 5 – Desafio das Obras

Texto base: I Coríntios 15.1-19

Versículos chave: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo” (vs. 10).

Contexto: Esta é uma carta em que Paulo trata de vários problemas de uma igreja jovem e cheia de dons da Acaia (antiga Grécia). E um dos pontos a ser tratado era o de uma falsa doutrina que negava a ressurreição de Cristo. Nesta seção, o apóstolo ensina que a ressurreição de Cristo é a garantia da nossa própria ressurreição, e uma das provas são as testemunhas oculares do Cristo ressurreto. O próprio Paulo foi uma testemunha, pois, antes de converter-se, cria que Jesus estava morto. Então, ele deixa claro que sua salvação foi um ato gracioso do Senhor e que a graça continuava agindo nele e através dele, em serviço e obra.           

A graça trabalha. Aprendemos que a graça além de nos justificar, também nos santifica, ou seja, nos separa como um utensílio de honra e útil ao seu possuidor (II Tm 2. 21). Pela graça, ficamos preparados para toda boa obra! Assim como em Paulo, a graça também trabalha em nós e através de nós. Muitos erradamente pensam que o fato de recebermos a nossa salvação de graça, não precisamos laborar, realizar obras e nos esforçarmos em nossa vida cristã. Isso é um tremendo engano. “A graça não põe um fim nos esforços, mas um fim no mérito” (Dallas Willard, filósofo e escritor cristão norte-americano). Devemos ser conscientes de que somos quem somos pela graça, mas, também, conscientes do poder de sermos feitos filhos de Deus (Jo 1.12) e criados, em Cristo, para boas obras (Ef 2.10).         

Agora, a obra é boa. Antes, nossas obras eram más (Jo 3.19), carnais (Gl 5.19-21), cheias de justiça própria (Fp 3.9) e mortas (Hb 6.1). Paulo, no judaísmo, era muito atuante e zeloso com a obra que ele julgava ser de Deus; mas, no engano, o que ele praticava era mal e aborrecia a luz, até que a luz o encontrou e os seus olhos se abriram para a graça e a verdade, para a verdadeira boa obra do Calvário. A diferença é que, agora, o que produzimos é bom, pois a natureza é boa e regenerada (I Pe 1.23); as obras são verdadeiras, porque feitas em Deus (Jo 3.21), e realizadas a partir da graça e não para alcançá-la. Como comentou o teólogo Russell Shedd “Boas obras só são possíveis depois de sermos criados de novo pelo Espírito de Cristo”.      

Não torne a graça vã. Como isso pode acontecer? Como escreveu Max Lucado “Somos presunçosos não quando nos maravilhamos na graça de Deus, mas quando a rejeitamos”. Então, primeiramente, isso acontece quando rejeitamos a graça, acrescentando algo à obra da Cruz, agindo na carne e não pela fé. Mas, também, quando não trabalhamos, não cooperamos, não nos envolvemos na obra do Senhor. Quando inertes, colocamos em xeque um dos aspectos mais importantes da graça: a ressurreição de Cristo (I Co 15.32). Por isso Paulo disse aos coríntios: “… e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles…”. Se alguém disser que está vivendo debaixo da graça e não está trabalhando na obra do Senhor, esse alguém está mentindo e, na verdade, tornando a graça inútil.      

Conclusão: Quando Paulo se converteu e viu que sua vida e obra eram “esterco” (Fp 3.8), passou a não considerar, em nada, a vida preciosa para si, a menos que completasse a sua carreira e testemunhasse o evangelho da graça (At 20.24). Por quê? Porque muita graça, muito amor, muito constrangimento (II Co 5.14) e, por fim, muita resposta, em amor, queremos dar. Nos sentimos devedores (Rm 1.14), desejosos de trabalhar muito, não para pagarmos algo impagável, mas para darmos de graça o que de graça recebemos (Mt 10.8). Lembre-se de que pela graça fomos salvos, mas, também, por ela, fomos empoderados para servir e nos esforçarmos a tomar o reino (Mt 11.12); de que a obra do justo conduz à vida (Pv 10.12); de que no além, para onde vamos, não há obra (Ec 9.10); de que devemos ser sempre abundantes na obra do Senhor, pois nEle o nosso trabalho não é vão (I Co 15.58); e, principalmente, de que o Pai trabalha, o Filho trabalha (Jo 5.17) e, pelo Espírito, como filhos amados, devemos trabalhar também.

Reflexão: Você está trabalhando na obra do Senhor? Agora, você se sente desafiado na graça e nas obras? Tenho boas notícias: há vagas no canteiro de obras chamado “Batista do Amor”.

Pr. Ricardo Arturo T. Batista – Igreja Batista do Amor

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