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DESAFIO DA GRAÇA – Parte 4 – Desafio da Santificação

Texto base: Romanos 6.1-14, 22 e 23

Versículos chave: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (vs. 14).

Contexto: Em Romanos 6, Paulo enfatiza aos cristãos de Roma a liberdade do pecado pela graça. Começando com suas objeções, o Apóstolo procura ajustar a compreensão daqueles cristãos sobre a lei e a graça, para que não caíssem nos extremos do legalismo, ou, da libertinagem. Assim como nos identificamos com Adão no pecado e na condenação, também nos identificamos agora com Cristo na justiça e justificação. Mas, neste capítulo, fica claro que tão importante quanto a justificação é também a santificação; que, na verdade, a primeira deságua na segunda, como escreveu o pr. Hernandes Dias Lopes, em seu Comentário Expositivo do Novo Testamento, : “Pela justificação fomos libertados da culpa do pecado, mas na santificação devemos ser salvos do poder do pecado.           

Não é a graça que nos leva a pecar. Esse talvez seja o grande dilema: muito favor, muita licença para pecar… será? Em Tiago 1.14 e 15 está escrito: “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”. Esta é a origem do pecado, e Paulo ainda pergunta: como podemos viver no pecado, se estamos mortos para ele (vs. 2). A graça não faz abundar o pecado; ela superabunda sobre o pecado. Se um cristão que vive no pecado disser que vive debaixo da graça, ele estará mentindo, porque é exatamente a graça e o perdão que nos empodera contra o pecado (vs. 15). A graça além de justificar, também santifica.     

A lei não é pecado, mas dá ocasião ao pecado. Algumas pessoas acham que quanto mais estabelecermos dogmas e mandamentos teremos mais santidade. É um grande engano! A força do pecado é a lei, não a graça. A Bíblia diz que a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus (Jo 1.17). Então veja o que Jesus (graça) disse a respeito de Moisés (lei): “Não penseis que eu vos acusarei perante o Pai; quem vos acusa é Moisés, em quem tendes firmado a vossa confiança” (Jo 5.45). Por isso, quanto mais vivermos debaixo da lei, mais o pecado terá ocasião em nossa carne (Rm 7.8) e mais nos sentiremos condenados e derrotados. Paulo disse que o pecado não nos domina porque não estamos debaixo da lei (vs. 14).     

A graça que nos justifica é a mesma que nos santifica. O teólogo Warren W. Wiersbe em seu comentário bíblico expositivo mostra um quadro interessante sobre este processo.

  • Romanos 3.21-5.21 – Substituição: Ele morreu por nós. Ele morreu por nossos pecados. Ele pagou o preço do pecado – Justificação: justiça imputada (colocada em nossa conta). Salvos pela morte de Cristo.
  • Romanos 6-8 – Identificação: Morremos com Ele. Ele morreu para o pecado. Acabou com o poder do pecado. Santificação: justiça transmitida (infundida em nossa vida). Salvos pela vida de Cristo.

A graça nos conduz do início ao fim. No início, poupados da morte, depois, agraciados com a vida. A identificação com Cristo é fruto da graça, pois quando sepultados com Ele na morte pelo batismo, nos tornamos inculpáveis, porque quem morreu está justificado do pecado (vs. 7). Mas, também, quando andamos em novidade de vida, na semelhança da ressurreição de Cristo, desfrutamos da Sua graça e justiça infundida em nossa vida e frutificamos para a santificação (vs. 22).   

Conclusão: Como escreveu o pr. Hernandes Dias Lopes em seu Comentário Bíblico do NT: “Essa consagração a Deus deve ser um compromisso decisivo e deliberado […] No reinado do pecado, as pessoas são escravas, e não livres […] No reinado da graça, elas são não somente livres, mas também chegam a reinar […] Quando a graça reina, os homens se tornam livres. A graça destrona o pecado. Destrói o senhorio do pecado e capacita o crente a oferecer-se a si mesmo, e a tudo que lhe pertence, em amorável serviço a Deus”. Leia Romanos 6.17 e 18 e comente: Você consegue identificar a santificação em sua vida? Qual é a evidência deste processo?

Pr. Ricardo Arturo T. Batista – Igreja Batista do Amor

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