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DESAFIO DA GRAÇA – Parte 3 – Desafio da Justiça

Texto base: Filipenses 3.2-11

Versículos chave: “e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (vs. 9).

Contexto: Filipenses é a carta da alegria, mesmo Paulo tendo-a escrita na prisão. O conceito de “alegrar-se” aparece 16 vezes em 4 capítulos. O Apóstolo sabia que sua alegria era Cristo, a graça em pessoa. Por isso, exorta os cristãos filipenses a cuidarem de que nada, nem ninguém, roubasse esta alegria recebida pelo favor de Deus. Na verdade, o zelo de Paulo aos seus filhos espirituais era tamanho que voltou a alertá-los sobre os judaizantes, ou seja, os judeus cristãos que erradamente misturaram a lei com a graça e ainda defendiam a circuncisão. Cuidado! Quando desafiados a andarmos na graça, somos, também, desafiados a andarmos na justiça que é mediante a fé em Cristo.

A justiça própria não atende o padrão do céu. Por mais que o homem tenha algum senso de justiça, esse sempre será parcial, falho e contaminado. Simplesmente porque a lei, que é espiritual, estabeleceu um padrão que o homem não consegue atender, porque esse é carnal (Rm 7.14). Assim, toda vez em que o homem busca se relacionar com Deus baseado em sua própria justiça, que procede de lei, falhará, porque o pecado está em sua carne (Gl 3.10 e 11). Está escrito: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia […]” (Is 64.6). Nossos melhores esforços ainda estão contaminados com o pecado, por isso, precisamos crer naquele que sem pecado cumpriu a lei e a justiça.

A nossa justiça (baseada na fé) deve exceder a dos religiosos. Paulo tinha muitos atributos e qualificações oriundos de sua vida religiosa devota ao judaísmo. Na carne, ele poderia se gloriar mais do que muitos (vs. 4). Mas, precisou perder toda sua justiça que procedia da lei, que era segundo a carne (Rm 7.18); precisou ver que os verdadeiros circuncisos são os de coração e adoram em espírito e não na carne, pois não confiam nela (vs. 3). Por isso considerou como “esterco” (ARC) sua religião, sua reputação, sua prórpria justiça, para ganhar a Cristo. Jesus ensinou aos discípulos que se a justiça deles não excedesse a dos religiosos, jamais entrariam no reino (Mt 5.20). A justiça dos escribas e fariseus era exterior, passional, baseada em aparente piedade e esforço insuficiente.  

Somos justiça de Deus. Tudo o que precisamos é de sermos achados nele, como Paulo foi (vs. 9) e, assim, pela fé, crermos que “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5.21). Foi realizada uma troca: Jesus recebeu o nosso pecado e nós recebemos a Sua justiça. Agora, quando alguém olhar para nós deve ver a justiça de Deus, que é Cristo; deve ver a graça e não a ira: “Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tg 1.20); deve ver humildade e não soberba (Lc 18.9-14); deve ver um coração perdoador e não implacável (Mt 18.23-35); ver que trocamos toda justiça própria, pela justiça baseada na fé.

Conclusão: Não há como vivermos na graça, senão pela justiça que procede de Deus. Não há como sermos desafiados a andar no favor do Pai e ao mesmo tempo confiarmos na carne. Hoje, tornou-se comum uma filosofia religiosa que diz: “Deus ajuda a quem se ajuda, ou, faça a sua parte que eu lhe ajudarei”. Isso também era comum na época de Paulo e tão errado quanto é hoje. A justiça própria aponta exatamente para esta confiança: na carne. Que consideremos como perda tudo que não aponta para Cristo e reconheçamos que não há obra maior, a não ser aquela que Jeus consumou na Cruz.   

Pr. Ricardo Arturo T. Batista – Igreja Batista do Amor

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