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“O EVANGELHO DA GRAÇA” (Parte 2)

“Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (Atos 20.24).

Introdução: Os autores dos Evangelhos apresentam apenas alguns episódios da vida de Jesus, pois seria impossível redigir uma biografia completa. “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (Jo 21.25). João, escritor do último Evangelho, diz que embora Jesus tenha realizado muitos outros sinais, os que foram registrados têm o propósito de nos fazer crer que, Jesus é o Filho de Deus e que crendo teremos vida (Jo 20.30,31).           

Evangelho de João: O autor foi João, filho de Zebedeu. Foi um dos 12 apóstolos, apelidado por Jesus, com seu irmão Tiago, de Boanerges, “filhos do trovão”. Conhecido como o “discípulo amado” (Jo 21.20) e considerado como uma das colunas da igreja (Gl 2.9). O livro foi escrito entre 85 e 90 d.C., sendo o último dos Evangelhos a ser escrito. Destinou-se aos judeus e gentios. O propósito do apóstolo foi o de apresentar Jesus como Filho de Deus e de revelar a vida eterna a todo aquele que nEle crê. No último Evangelho, Jesus é apresentado como o verdadeiro Deus encarnado e a figura simbólica que O representa é a da águia (exaltado e divino). Nenhum outro livro do Novo Testamento revela mais a divindade de Cristo do que este Evangelho. Considerado o mais evangelístico, porém, não é um dos Evangelhos Sinóticos, pois, embora harmônico com Mateus, Marcos e Lucas para compor um relato completo sobre Jesus, a maior parte do seu conteúdo não pode ser colocada lado a lado destes três para se examinar suas semelhanças e diferenças. Isto porque enquanto os 3 Evangelhos concentram-se em descrever acontecimentos da vida de Cristo, João enfatiza o significado desses acontecimentos.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.1,14). O significado da encarnação do Verbo foi trazer luz às trevas. O Logos (Verbo) para João é uma pessoa, que comunica a realidade de Deus aos homens pela Sua encarnação e sacrifício na cruz. Então, Ele veio para livrar e salvar os perdidos e lhes dar um presente: a eternidade (Jo 17.3). Ele é a Palavra! Ele é o Messias! Ele é a única fonte de vida eterna! João escolheu 8 milagres de Jesus para revelar sua natureza e missão. Destaco quatro deles: a transformação da água em vinho (2.1-11); a cura do coxo no Tanque de Betesda (5.1-9); a multiplicação dos pães e peixes (6.1-14); e a ressurreição de Lázaro (11.1-44). João revela em todos os seus 21 capítulos a divindade de Jesus e Sua identidade por meio de tipos: o Verbo Vivo, o Filho Unigênito do Pai, o Cordeiro de Deus, o Pão da Vida, a Vida, a Ressurreição e a Videira. Porém, a expressão que mais O identifica usada no Evangelho de João é “Eu Sou” e, assim, Jesus afirma Sua preexistência e divindade: “Eu sou a luz do mundo” (8.12); “Eu sou o bom pastor” (10.11); “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (14.6).

O capítulo 6 deste Evangelho relata não apenas o grande milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, mas uma revelação maior do que o próprio milagre, a de que Jesus é o próprio pão da vida. “… vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes” (vs. 26). Mais do que o maná, que os hebreus comeram no deserto e morreram, Jesus está dizendo que Ele próprio é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça (vs. 50). Contudo, muitos discípulos de Jesus o deixaram. Reflexão: Para quem iremos? Para onde iremos? O que fazer diante de um Deus que deixou a Sua glória para estar conosco? 

Pr. Ricardo Arturo T. Batista – Igreja Batista do Amor

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