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DISCÍPULO RADICAL

DISCÍPULO RADICAL (Enraizados em Jesus)

Texto base: (Colossenses 2.6-7)

Introdução: Biblicamente, entendemos que discipulado não é uma subcategoria dentro do Cristianismo. O discipulado é a própria carreira da vida cristã. Para nossa surpresa, o termo cristão é empregado, no texto Bíblico, apenas três vezes (At 11.26 – At 26.28 – 1Pe 4.15-16), enquanto a palavra discípulo, salvo as muitas versões, aparece, aproximadamente, mais de duzentas e cinquenta vezes. Em (João 15.1-8) Jesus diz que ele é a videira verdadeira e nós os ramos, e que devemos permanecer enxertados nele. Isso, certamente, nos ajuda a compreender, melhor, o termo “discípulo radical”.

1. Discípulo Radical: O referido termo não se trata de um desequilibrado extremismo preconizado em revoluções políticas. Conceitualmente, discípulo é um aluno que se porta como fiel aprendiz de Cristo. Já o termo radical, que vem do latim “radix”, significa raiz. Portanto, o conceito de discípulo radical representa um aluno que está completamente enraizado em Jesus e nos ensinamentos que ele deixou: “Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, estando enraizados e edificados nele, e confirmados na fé, como foi ensinado a vocês, crescendo em ação de graças.” (Cl 2.6-7).

2. Características do Discípulo Radical: O discípulo radical possui importantes características que o qualificam como aluno e fiel aprendiz de Jesus. Obviamente são muitas, contudo destacamos algumas: 

  • Fidelidade ao Evangelho:  O verdadeiro discípulo não negocia o conteúdo, mensagem e proposta de vida apresentada pelo Evangelho (Gl 1.6-9);
  •  Ouvir, guardar e praticar pela obediência: O discípulo radical ouve e guarda tudo que Jesus diz (Jo 14.21) e obedece a tudo o que Jesus manda (Lc 6.46);
  • Inconformismo: Ele busca atender o propósito de não se conformar com o sistema pecaminoso deste mundo, pois, de fato, vive no mundo, mas não se contamina com ele. (Rm 12.2)
  • Semelhança com Cristo: O discípulo radical, também, entende que foi predestinado a ser semelhante a Jesus (Rm 8.29) e, por isso, sempre deseja andar como ele andou, por meio da humildade (Fl 2.5-8), serviço (Jo 13.14-15), amor (Ef 5.2) e missão (Jo 20.21);
  • Maturidade: Tendo uma visão clara de Cristo e seu propósito, o discípulo se porta com maturidade perante a vida cristã, evitando todo tipo de infantilidade e meninice (1Co 3.1-3) (Ef 4.13-14);
  • Simplicidade: A simplicidade, como estilo de vida, deve compor o caráter de um discípulo radical, pois tal viver o livra do acúmulo desnecessário, desperdício e ganância (Mt 6.19-20);
  • Total amor a Jesus: O discípulo deve amar a Jesus, mais do que qualquer outra pessoa (Lc 14.26), mais do que a si mesmo (Lc 14.27) e do que qualquer conquista ou bem material (Lc 14.33).

3. O discípulo radical e a morte: Por fim, uma das maiores características do discípulo radical é a capacidade de morrer por amor ao seu Senhor. Jesus disse que quem quiser ganhar a sua vida, terá que perdê-la (Mc 8.34-35). Ou seja, para sermos discípulos de Jesus, primeiro temos que morrer! Morrer para o pecado, para o sistema deste mundo e, principalmente, para nós mesmos. Além do mais, mesmo quando se tratar de morte física, seja pelo martírio ou perseguição, o discípulo radical não tem o que temer, pois a morte nunca lhe será um problema. O cristão sabe que a vida não termina com a morte, mas a morte é a porta de entrada para a vida junto a Cristo na eternidade, o que é incomparavelmente melhor (Fl 1.23). Pois como disse o apóstolo Paulo: “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fl 1.21). O discípulo radical não tem medo da morte, pois ele tem dentro de si aquele que venceu a morte (2 Tm 1.10), o próprio autor da vida!

Conclusão: O discípulo radical está enraizado em Jesus e nos ensinamentos que ele deixou. Atributos como fidelidade, obediência, inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, simplicidade e total amor, integram o caráter de um discípulo. Inclusive, a convicção de uma vida plena. Pois não acreditamos simplesmente na vida após a morte. Mas cremos na vida além da morte. Portanto, a verdadeira vida começa no momento em que conhecemos a Jesus, recebendo-o como Salvador e Senhor (Jo 17.3). Isso é vida eterna!

Pr. Douglas Panta – Igreja Batista do Amor

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